domingo, 13 de março de 2016

EDUCADORES DE PAÇO DO LUMIAR PEDEM SOCORRO!

EDUCADORES DE TODO O BRASIL DEVEM PARAR NOS DIAS 15, 16 e 17 DE MARÇO.

Educadores de todo o Brasil devem paralisar suas atividades nos próximos dias 15, 16 e 17 de março, para irem às ruas reivindicar pelo:

· Cumprimento da Lei do Piso;
· CONTRA A TERCEIRIZAÇÃO;
· CONTRA A ENTREGA DAS ESCOLAS ÀS ORGANIZAÇÕES SOCIAIS (OSs);
· CONTRA O PARCELAMENTO DE SALÁRIOS;
· CONTRA A MILITARIZAÇÃO DAS ESCOLAS PÚBLICAS;
· CONTRA A REORGANIZAÇÃO DAS ESCOLAS.

Em Paço do Lumiar, A Educação pede socorro.

Os Educadores da Rede Pública de Paço do Lumiar, nunca sofreram tanto calados como na gestão do atual Prefeito, Josemar.

Uma gestão que não dialoga com a Categoria, cria cenários para fotografias camuflando a triste e cruel realidade de Escolas e péssimas condições de trabalho.

Acreditou-se que se haveriam melhorias, todos equivocados...

O que se teve na realidade foi um total descaso por parte da administração municipal e um fracasso com a Educação, o avanço que se teve nesta administração até hoje não saiu do papel, Plano Municipal de Educação, o PME, onde a atual gestão municipal divulgou e fez muita festa e propagandas como sendo um dos primeiros municípios do nordeste a elaborá-lo... PENA QUE SÓ FICOU NO PAPEL, e pior, com veto do prefeito, (PENALIZANDO AINDA MAIS OS PROFESSORES) retirando do texto original na META 14, a Estratégia 14.6 que corrigia um erro na remuneração dos Professores em aproximadamente 24%, ESTRATÉGIA devidamente aprovada por todos os participantes, (exceto por dois funcionários do atual gestor municipal) presentes na Formação promovida pela SEMED em dezembro de 2014.

Mais informações, clique aqui.

Sem a devida EFETIVAÇÃO DO PME, todos perdem, Trabalhadores (Diretores, Coordenadores, Merendeiros, Professores, Técnicos e Administrativos), Estudantes e Toda a Sociedade Luminense.

Os Conselhos Municipais como o da Educação e do Fundeb pouco podem fazer, estão completamente engessados e com pouca autonomia, também não são ouvidos pela gestão Josemar.

O MPE aguardando cronogramas...

NÃO EXISTEM DEBATES, FÓRUNS OU QUALQUER OUTRO MEIO NO QUAL O GOVERNO OUÇA EDUCADORES E/OU A SOCIEDADE.

O que realmente existe e foi criado na atual administração, são decretos que acabam com qualquer forma de diálogo entre a Administração Municipal e a Categoria, desta forma, precarizando a Educação luminense.

O governo Josemar, simplesmente marginalizou os Trabalhadores da Educação, lamentavelmente, apoiado pela Câmara de Vereadores, que na frente dos Educadores os apóiam e por trás, nas votações, endossam o desejo de seu prefeito, indo contra todo o apoio dado aos Educadores.

Assista um vídeo do Historiador Leandro Karnal sobre a Democracia e a falta dela:

video

A Categoria sempre esperou o melhor da administração municipal e o que teve como resposta foi:
  • Descaso,
  • Falta de informação correta,
  • Abusos e ameaças onde uma delas proferida pelo próprio prefeito, para mais de 50 Servidores da Educação no último Dia do Servidor Público, 28 de outubro/15, que: trabalhadores aposentados seriam desaposentados...
  • Absurdo total!
  • Fechamento de diversas Escolas e Modalidades,
  • E um abandono como nunca se viu.


Basta, não dá mais pra aceitar tudo isto de braços cruzados, os Educadores de todo o Brasil sairão nestes próximos dias para manifestar e reivindicar melhorias para a Educação e Seus Trabalhadores, venha conosco fazer parte deste momento único e decisivo na história de Paço do Lumiar também.
É hora da sociedade civil luminense se manifestar também em prol da Escola de qualidade, que oferte 200 dias letivos, alimentação saudável, profissionais devidamente habilitados, Concursados e bem remunerados e de ambientes propícios para o processo de Ensino e Aprendizagem e DIZER NÃO CONTRA O FECHAMENTO E SUCATEAMENTO DAS ESCOLAS PÚBLICAS MUNICIPAIS.

Efetivação dos Planos do Magistério e do PME, JÁ!

CONCENTRAÇÃO:
  • Dia 15: Em frente da Prefeitura, às 9h;
  • Dia 16: Em frente do MPF, às 9h.

OBS.: As atividades do turno na tarde serão divulgadas nas Concentrações, onde também se colherá as assinaturas.

LEITURAS INDICADAS:

Trecho da entrevista do Prof. João Monlevade Após palestrar durante o Encontro Internacional de Funcionários/as da Educação da CNTE e IEAL (Internacional da Educação para América Latina), em março/2016, confira:

A terceirização e a instalação das Organizações Sociais (OS) são ameaças que a educação pública sofre atualmente. Como enfrentá-las?

João Monlevade: Isso foi um ótimo aprendizado aqui no nosso encontro. Duas pessoas fizeram colocações muito lúcidas sobre o fenômeno da terceirização e eu tentei resumir falando em “colchão econômico” e “colchão político” para superar, de forma falsa, os conflitos do capital e os conflitos da luta de classe. Então se terceiriza, por exemplo, para evitar que haja maiores investimentos e despesas e, principalmente, investimentos crescentes nos planos de carreira, pois a cada vez que o terceirizado tem sua carteira assinada por uma nova empresa ele volta a ganhar o salário mínimo, enquanto que alguém que está num plano de carreira vai ter um aumento substancial e uma progressão que vai necessitar de recursos para o fator trabalho e enfraquece o capital. Do outro lado, como denunciou, com muita clareza, a Josefa uma senhora simples que sofre na pele esse fenômeno: os políticos no Distrito Federal e não só lá, fundam empresas de terceirização para ter “curral eleitoral”. Eu conheço pessoas no Brasil, e acredito que não é segredo para ninguém, que tiveram que ser estupradas por dono de empresa de terceirização para continuarem empregadas como funcionárias dessas empresas. Então ela vende seu corpo para poder ganhar o pão que deveria conquistar com o ingresso numa carreira através de concurso público. Essa questão política só se vence pela luta da organização sindical, e a CNTE está de parabéns porque esse nome é muito bacana – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – isso nos une, professores, funcionário e todos nós.

Que mensagem gostaria de deixar aos participantes deste encontro?

João Monlevade: São duas mensagens bem práticas, a primeira na linha de organização, para que as pessoas cobrem o funcionamento das coordenações estaduais do Prófuncionário que é, no momento, o programa chefe de sua profissionalização. A outra é uma mensagem simbólica, porque os funcionários são invisíveis, subalternos, indefinidos, marginalizados e contra temos que utilizar simbolismos fortes e um deles é a questão da nomenclatura das escolas. Vamos lutar para eleger o nome das próximas escolas do nosso município alternando nomes de professores/as e funcionários/as, isso talvez mude a cultura, apresse a mudança e os funcionários passem a ser realmente protagonistas não só na sua escola como na própria sociedade.

Entrevista completa, clique aqui.

Professor da USP, Ruy Braga, especializado em sociologia do trabalho,em entrevista a CartaCapital em abril/2015, confira um trecho:

A aprovação do texto base do Projeto de Lei 4330/04, que facilita a terceirização de trabalhadores, completa o desmonte dos direitos trabalhistas iniciado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso na década de 90. “Será a maior derrota popular desde o golpe de 64”.

CC: Mas a CLT não protege também o trabalhador terceirizado?

RB: A proteção da CLT é formal, mas não acontece no mundo real. Quem é terceirizado, além de receber menos, tem dificuldade em se organizar sindicalmente porque 98% dos sindicatos que representam essa classe protegem as empresas em prejuízo dos trabalhadores. Um simples dado exemplifica: segundo o Ministério Público do Trabalho, das 36 principais libertações de trabalhadores em situação análoga a de escravos em 2014, 35 eram funcionários terceirizados.

Entrevista completa, clique aqui.

Links para maiores esclarecimentos:


CONSIDERAÇÕES:

Fala de Professores Estaduais do Estado de São Paulo: O projeto de reorganização escolar mudará a vida de todos, porém não foi debatido com professores, pais, alunos e funcionários das escolas de forma democrática. Fomos informados pela televisão e nosso destino será definido por decreto.

Matéria completa, clique aqui.

Em Paço do Lumiar, este ABUSO já está em prática e a todo vapor, e vergonhosamente com o apoio do simproesemma, que por motivos obscuros aliou-se e negocia a portas fechadas com atual administração municipal, IGNORANDO e MASSACRANDO uma Categoria inteira que fica marginalizada sem direito a voz e vez.

INFORME-SE, PARTICIPE E DIVULGUE!

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